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Archive for maio \22\UTC 2008

A volta do Napster

Com a primeira versão lançada em 1999, fazendo a alegria de muitos (eu, inclusive), e inaugurando a transferência de arquivos (mp3) em redes peer-to-peer – ou P2P, o Napster se tornou emblemático, um símbolo da nova era atingida, a Era da Informação. Milhões de arquivos eram trocados, livremente e divulgando a música em lugares antes não atingidos. Até que começou a ser processado pela Associação das Gravadoras americanas por incentivo à pirataria, e fechou em 2002. Foi comprado por uma empresa americana que vendia o conteúdo armazenado.

Mas ontem, foi anunciado o lançamento de sua loja virtual de música com acervo de 6 milhões de faixas sem tecnologia DRM (do inglês, Digital Rights Management). Segundo o Napster, seu acervo de 6 milhões de faixas é o maior entre as lojas virtuais que vendem MP3s.

O valor de cada faixa é 99 centavos de dólar e os álbuns completos custam 9,95 dólares. A maioria das músicas está disponível em alta qualidade (256Kbps) e ao comprarem uma faixa, os usuários também podem baixar a arte do álbum em alta resolução. Por enquanto, o serviço está disponível somente nos Estados Unidos.

O valor do Napster é indiscutível. Liberou a barreira que existia e abriu as portas do compartilhamento de informações. Não discuto se a troca de arquivos é pirataria ou não, mas afirmo que se não fosse a revolução causada pela Napster Network (a rede P2P) muitas empresas nunca teriam visto o mercado de distribuição online, como a Apple do Steve Jobs bons-artistas-criam-grandes-artistas-copiam, que logo após o fechamento do Napster abriu a iTunes Store, que hoje é mais rentável que muitas gravadoras.

E, bom, agora é pago. Mas por um preço muito melhor do que comprar um CD de 30 reais.

Mas de qualquer forma, tem gente que prefere comprar cds. Eu prefiro o velho bolachão.

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